Abel Ferreira primeiro desconversou, mas fez um longo desabafo sobre sua relação com a arbitragem. O técnico do Palmeiras foi perguntado após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, na ida da semifinal da Copa do Brasil, da reclamação do adversário de um pênalti não marcado por toque na mão de Barboza.
– Não tenho o que falar sobre isso, entendo a pergunta. Poderia me perguntar sobre o Lucas (Evangelista) que levou o braço na cara. Vou deixar para vocês criarem conteúdos, vocês precisam de cliques. São bons lances para vocês fazerem conteúdos – respondeu inicialmente.
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Já no fim da entrevista, Abel foi novamente perguntado sobre a jogada e as reclamações do Vasco. O técnico do Palmeiras ficou alguns segundos em silêncio, antes de iniciar uma análise sobre os problemas que teve com a arbitragem em seis anos no Brasil.
– Nunca nenhum treinador na história do futebol brasileiro levou jogos como eu levei por reclamar. A conclusão que cheguei, infelizmente, depois de seis ou sete anos, com a experiência que tenho e deveria ter aprendido mais rápido, é bater em ponta de faca.
– Quando o futebol deixar de ser político, acredito que as coisas podem melhorar. Só me prejudiquei a defender o Palmeiras. Minha imagem, meu nome e como se só não bastasse, ainda tive o STJD a fazer... se calhar deveria ser mais vezes castigado. Não vou falar mais dos árbitros – reforçou.
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Abel prosseguiu seu discurso citando as 15 expulsões que teve à frente do Palmeiras. Ele reforçou que muitas não tiveram relação com o placar do jogo, e defendeu que os árbitros, assim como jogadores e treinadores, também sentem o cansaço ao fim da temporada.
– Não tenho nada contra nenhum deles porque nem sequer os conheço. Meu espírito competitivo e às vezes a injustiça que estou a ver faz com que tenha comportamentos que não condizem com meu lugar – prosseguiu.
– Houve um que levei um jogo (do STJD), um deles pediu pra rever o processo, quer dizer não estudou? E saiu de um pra três. Nunca tinha levado seis ou sete, nunca no futebol brasileiro. Alguém falou ou estão à espera de usar Abel como Cristo? – completou.
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– Deixar esse tipo de situação se é pênalti ou expulsão para vocês, que gostam disso. Os erros vão acontecer sempre, seja expulsões ou não, tenho que acreditar que os erros que acontecem são porque todos nós cometemos. Portanto vou fazer um esforço muito grande para não falar mais dos árbitros. Os árbitros deviam ter mais condições, mais árbitros para assim como se rodam as equipes e treinadores, ter mais árbitros para poder rodar.
Quanto ao jogo, o treinador entende que o Palmeiras não traduziu em gols o domínio que demonstrou na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil. Ele listou chances que poderiam dar à sua equipe um placar mais amplo.
– Em função das oportunidades, lembro do López a falhar na frente do goleiro, o Giay não acerta o gol, uma de cabeça do Arias que o Paulo Henrique tirou, foi um belo goleiro sem braços, tirou duas vezes. E tem o nosso gol com Mauricio – declarou.
– Foi um jogo que dominamos e não conseguimos traduzir em mais gols nosso domínio.
Com o resultado, o Palmeiras joga por um empate na partida de volta, domingo que vem, às 17h (de Brasília), em São Januário. Antes, porém, o time joga contra o Remo, quinta, no Nubank Parque, pelo Campeonato Brasileiro.
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