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Metrô de SP encerra uso de bilhete magnético após mais de 50 anos

31/10/2026

Metrô de SP encerra uso de bilhete magnético após mais de 50 anos

O bilhete magnético do tipo Edmonson, utilizado para acesso às estações do Metrô desde o começo da operação comercial do sistema, em 1974, vai deixar de ser aceito nas catracas das estações a partir deste domingo (1°). Com isso, a utilização dos bilhetes pode ser feita nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até este sábado (31).

Segundo o Metrô, estima-se que 1 milhão de bilhetes magnéticos devam estar nas mãos dos passageiros. Com isso, de 1º de novembro a 31 de janeiro de 2027, as pessoas que ainda tiverem esse meio de acesso poderão trocá-los por QR Codes nas estações Paraíso e Tatuapé.

A medida marca a transição das formas de pagamento para os meios digitais, eletrônicos e por aproximação disponíveis no sistema.

Como trocar

Os passageiros que ainda tiverem os bilhetes magnéticos poderão se dirigir às bilheterias das estações Paraíso, nas linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, na linha 3-Vermelha, das 6h às 22h, para realizarem a troca por QR Codes. Os bilhetes magnéticos deverão estar válidos e em boas condições de conservação.

As pessoas que tiverem até 10 bilhetes poderão realizar a troca no mesmo instante da solicitação. Aqueles que tiverem acima desse montante deverão entregá-los para análise e validação, apresentando o documento de identificação e fornecendo um endereço de e-mail ou telefone para contato após o procedimento. Após averiguação, o passageiro será informado sobre a data de retirada dos QR Codes.

Modernização

Com o fim da circulação dos bilhetes magnéticos, os passageiros poderão pagar as passagens com Bilhete Único, cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, sejam eles impressos ou digitais.

As pessoas poderão também realizar o pagamento nas catracas, utilizando cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Elo, Mastercard e Visa.

Por que o bilhete magnético vai acabar?

Além da dificuldade de manutenção dos equipamentos de leitura, a produção e a distribuição dos bilhetes magnéticos envolvem uma estrutura considerada mais complexa.

De acordo com o Metrô, os cartões precisam passar por etapas de fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição para as estações e reposição dos estoques.

Também existem custos relacionados a logística, armazenamento, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos utilizados para a leitura dos bilhetes.

Bilhete faz parte da história do Metrô de São Paulo

Apesar de estar sendo substituído, o bilhete magnético se tornou um dos símbolos da história do transporte metroviário de São Paulo.

O modelo acompanha o sistema desde 1974, quando o Metrô iniciou suas operações comerciais. Durante décadas, o pequeno papel-cartão com tarja magnética foi utilizado por milhões de passageiros em deslocamentos para o trabalho, a escola e outros compromissos pela cidade.

Para o Metrô, o bilhete também passou a fazer parte da memória afetiva dos paulistanos e de diferentes gerações que utilizaram o sistema.

O modelo se soma a outros objetos que marcaram diferentes períodos da evolução tecnológica, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas.

Sistema tem origem no século XIX

O nome do modelo utilizado pelo Metrô tem origem em Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra.

A partir de 1839, Edmondson desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias. A tecnologia substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados.

Os bilhetes eram validados no momento da venda, permitindo mais controle da operação e das receitas das ferrovias. O sistema acabou sendo adotado por empresas ferroviárias de diferentes países.

Mais de um século depois, o modelo chegou ao Metrô de São Paulo. Quando o sistema começou a funcionar comercialmente, em 1974, os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética eram considerados uma tecnologia moderna.

Agora, após mais de cinco décadas de uso, o sistema será definitivamente descontinuado.

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