4 suspeitos foram presos neste sábado (7) na Operação Sicário, em Pimenta Bueno (RO). Eles são investigados por homicídio.
Os crimes ocorreram em 16 de outubro. 2 vítimas, de 23 e 21 anos, foram amordaçadas e levadas à força para a área rural.
O corpo do jovem foi achado em 18 de outubro, morto a tiro com as mãos amarradas. A outra vítima conseguiu fugir.
A Polícia Civil aponta que o crime foi motivado por punição interna de facção criminosa. A ação é conhecida como "disciplina".
O advogado de 3 investigados declarou que os clientes são inocentes. Ele afirmou que os indícios de participação são mínimos.
A Polícia Civil deflagrou neste sábado (7) a Operação Sicário, em Pimenta Bueno (RO), para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra cinco suspeitos de envolvimento em um homicídio e uma tentativa de homicídio no município. Quatro pessoas foram presas e uma segue foragida.
Segundo a corporação, os crimes ocorreram na madrugada de 16 de outubro. Na ocasião, Kauan de Oliveira Gomes, de 23 anos, e uma jovem de 21 anos foram rendidos em via pública, amordaçados e levados à força de carro para uma área rural conhecida como Linha 40.
O corpo de Kauan foi encontrado dois dias depois, em 18 de outubro. De acordo com as investigações, ele foi morto com um tiro enquanto estava com as mãos amarradas para trás. A jovem conseguiu fugir e sobreviveu.
Crime ligado a facção criminosa
As investigações da 1ª Delegacia de Polícia de Pimenta Bueno apontam que o crime foi motivado por uma punição interna, conhecida como "disciplina", aplicada por integrantes de uma facção criminosa.
Com base nas provas reunidas durante o inquérito, a polícia pediu à Justiça a prisão preventiva dos investigados e a expedição de mandados de busca e apreensão. Os pedidos foram autorizados pela 1ª Vara Criminal de Pimenta Bueno, com parecer favorável do Ministério Público de Rondônia (MP-RO).
A operação teve apoio da Polícia Militar (PM), do Núcleo de Inteligência, do Canil do 4º Batalhão da PM e de policiais civis da Delegacia Regional de Cacoal. Ao todo, mais de 40 agentes participaram da ação. As investigações continuam para localizar o suspeito foragido.
Em entrevista à Rede Amazônica, a defesa de três dos suspeitos presos afirmou que os clientes são inocentes, que nada de ilícito foi encontrado durante as buscas e que os indícios apresentados pela polícia são "mínimos" em relação à participação deles nos crimes.


