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Técnico interino deixa futuro em aberto no Vitória e mantém otimismo: "Só depende dele"

06/11/2026

Técnico interino deixa futuro em aberto no Vitória e mantém otimismo: "Só depende dele"

Na primeira partida depois da demissão de Jair Ventura, o Vitória protagonizou uma noite de pesadelos para os mais de 20 mil torcedores que foram ao Barradão nesta sexta-feira e assistiram o passeio do Fluminense, que venceu por 3 a 0 com facilidade. O resultado complica ainda mais a vida do Rubro-Negro, que se vê próximo do Z-4 e imerso em uma crise nesta reta final de Campeonato Brasileiro [assista acima aos melhores momentos].

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Durante a entrevista coletiva, o técnico interino Cléber dos Santos reconheceu a atuação ruim contra o Fluminense, mas tentou manter o otimismo para esta reta final de campeonato.

- Nosso plano de jogo era começar pressionando o Fluminense para tentar as oportunidades. Mas a gente acabou sofrendo o gol e realmente teve um abatimento naquele primeiro momento. Mas os atletas estão preparados para isso, o jogo termina com 90 minutos, então depois de sofrer um gol temos que estar preparados para se reerguer. A gente manteve o plano de jogo no primeiro tempo e combinamos outras ideias para a segunda parte, mas a equipe do Fluminense é muito qualificada, um time muito bem treinado e que treinou soluções também. É um embate de ideias. Eles saíram na frente e ficaram mais confortáveis, enquanto a gente teve que remar durante toda a partida - analisou.

- Uma coisa de positivo é que o Vitória só depende dele mesmo para permanecer na Série A. Os jogadores são muito comprometidos, está tudo muito alinhado com a diretoria e comissão técnica, todos com o mesmo pensamento. Não é fácil, temos o Barradão como nossa fortaleza e foi um duro golpe perder aqui. O objetivo é conseguir ter todos os atletas inteiros. Temos que saber lidar com essas adversidades, vamos ter semana cheia para recuperar quem precisa e ter a cabeça boa para enfrentar o Bragantino, que vai ser mais uma final para a gente.

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Novo treinador do Vitória?

Diante da crise e da situação cada vez mais dramática do Vitória nesta reta final de Brasileirão, a dúvida que paira na Toca do Leão é sobre quem vai comandar a equipe nos últimos quatro jogos da competição. A diretoria já buscou nomes de peso como Vojvoda e Roger Machado, mas recebeu negativas.

Enquanto isso, Cléber continua no comando da equipe e se coloca à disposição até a diretoria fazer novos movimentos.

"Essa pergunta deve ser feita para a direção. Eu sou funcionário do clube, estou aqui desde setembro do ano passado. Eu estou fazendo o que posso fazer de melhor. Não só agora como treinador, mas antes como auxiliar da casa também. A gente vive 24h o Vitória. Todas as pessoas envolvidas aqui vivem o clube 24h. A gente quer que o Vitória fique na Série A e tenha voos altos".

Com a última Data Fifa da temporada pela frente, o Vitória só volta para campo no dia 19 de novembro, uma quinta-feira, data em que recebe o Bragantino no Barradão pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Até lá, o Rubro-Negro fica na 15ª posição, com 38 pontos, apenas um na frente da zona de rebaixamento.

- O Brasileiro da Série A não tem jogo fácil. São jogos muito difíceis. Ontem na conversa com os atletas lembramos jogos que a gente tornou fácil aqui por conseguir sair na frente. Normalmente quem sai na frente jogando em casa na Série A leva muita vantagem. Por isso a ideia hoje era ter uma pressão forte no começo para sair na frente. Mas quem saiu na frente foi o Fluminense, que é uma equipe muito qualificada. A Série A é muito difícil. Sobre estilo de treinador, isso é uma pergunta que tem que ser feita para a direção - completa Cléber.

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Veja outros trechos da entrevista do técnico interino Cléber dos Santos:

O jogo e as mudanças - Montamos a estratégia do jogo para ter mais controle no centro do campo, por isso o tripé com os volantes, com Matheuzinho e Erick mais por fora e o Renê no comando de ataque. O Fluminense é uma equipe muito qualificada, difícil de ser marcada. A linha de cinco veio por causa dos momentos que o Vitória teve melhor desempenho na temporada, tentamos ter mais controle no centro do campo. No intervalo voltamos com Lucas Silva para tentar ter mais amplitude e jogar nas costas dos laterais. Depois o Kayzer para fazer um duplo nove com Renê e ter mais presença de área.

Reunião com organizada afetou o grupo?- Isso se tornou normal no futebol brasileiro. Quando a equipe não vem desempenhando os resultados esperados, a gente criou uma expectativa muito grande depois das atuações, principalmente na Copa do Brasil. Criamos uma expectativa alta e caímos de rendimento depois. Então a cobrança ficou alta também. Mas nossos jogadores são experientes. A cobrança da torcida foi normal diante daquele que a gente vê acontecer. A gente também teve uma reunião entre nós e a conversa foi no mesmo sentido de dar uma resposta para a torcida. A gente não conseguiu hoje, mas o Vitória ainda depende apenas de si para conseguir esse objetivo.

Por que só jogou bem dez minutos?- A ideia inicial era estabelecer um 4-1-3-2. A ideia era sufocar o Fluminense na primeira bola, fechar o centro e deixar a última linha mais confortável. Quando eles conseguissem quebrar a pressão, porque isso acontece, a gente desceria o bloco para ter mais compactação entre as linhas de marcação. Funcionou no primeiro momento, o Fluminense não conseguiu jogar entre as nossas linhas. Mas quando eles conseguiram quebrar, fizeram o primeiro gol deles. Mérito do Fluminense. São situações que a gente tenta neutralizar, mas nem sempre consegue.

O que é preciso mudar?- Nosso plano ofensivo era ter uma saída de bola apoiada. A gente tentou abrir os zagueiros, ter os laterais em amplitude e os volantes em apoio aos zagueiros. A gente tentou espaçar as linhas do Fluminense e ter o Martínez como um homem livre. Mas nosso time em muitos momentos ficou encaixotado. Eles conseguiram pressionar no lado da bola e nos deixou sem saída por dentro. Aí tentamos uma bola mais direta no Renê.

O que fazer na Data Fifa e volta de Ruben Ismael - A gente teve uma semana para treinar, então seria pouco inteligente de minha parte esquecer tudo que foi feito para trazer só novidades. Pelo contrário, tinha muita coisa boa sendo feita aqui, o Jair é um excelente treinador, deu uma cara para o time. Então seria pouco inteligente de minha parte não aproveitar isso. A escalação inicial foi pensada a partir das escalações que a gente já teve êxito. Mudar requer tempo e entendimento dos jogadores. Sobre o Ruben Ismael, é um atleta que vem treinando muito bem, faz uma função importante de segundo homem de meio de campo.

Nacho e Tarzia - São dois jogadores que estão no elenco e podem ser utilizados a qualquer momento. A ideia hoje era ter um jogo mais vertical com o Lucas, um jogador que vem desempenhando bem nos treinamentos. Então foi uma questão de escolha. O Tarzia vinha jogando e poderia ter entrado hoje como meia, mas ainda não está adaptado nessa função.

Plano tático para saída de bola - A gente tentou ter superioridade numérica na saída de bola, mas do outro lado tem o Fluminense que vai tentar responder a isso. Quando o adversário sobe uma pressão, acaba criando um problema para quem está com a bola. A gente precisa ter superioridade numérica nos setores com a bola. Sobre a confiança, acredito também que é uma questão. Então cabe a nós identificar e entender como fazer para os jogadores desempenharem da melhor maneira.

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