A Polícia Civil investiga a queda de um avião que matou 2 pessoas em Orlândia (SP) nesta sexta-feira (16).
As vítimas foram identificadas como o empresário Victor Simões da Silva e José Ricardo Santana. Eles viajaram para a região para acompanhar um evento de hipismo.
Investigadores analisam vídeos de câmeras de segurança e celulares de testemunhas.
A aeronave, modelo RV-7A fabricada em 2011, estava com a documentação regularizada na Anac.
O Corpo de Bombeiros retirou as vítimas das ferragens e aplicou espuma para evitar incêndios.
A Polícia Civil trabalha para reconstruir os últimos momentos da decolagem e a dinâmica do acidente aéreo que matou piloto e copiloto em Orlândia (SP) no fim da tarde de sexta-feira (16).
O caso foi registrado como morte suspeita e as autoridades buscam saber se houve falha humana, mecânica ou perda de sustentação.
“Nesse momento, cabe a nós fazer o levantamento de todos os presentes no local para ouvir posteriormente as pessoas como testemunha, ouvir os primeiros policiais e bombeiros que chegaram ao local para entender qual foi a dinâmica do acidente”, disse o delegado Otávio Volpini Silva.
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A tragédia ocorreu por volta das 17h30, logo após a aeronave modelo RV-7A levantar voo do aeródromo municipal.
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As vítimas foram identificadas como o empresário Victor Simões da Silva, de Manaus (AM), e José Ricardo Santana, de São Paulo (SP), que viajaram à região para acompanhar um evento de hipismo.
Além da Polícia Civil, o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) e a Polícia Técnico-Científica realizam perícias no local.
Vídeos, testemunhas e perícia
A investigação está concentrada no recolhimento de imagens gravadas por câmeras de segurança e celulares de pessoas que estavam no aeródromo.
Em um dos registros capturados por testemunhas, é possível ver quando o avião subiu, ficou "de barriga" para cima e perdeu altitude bruscamente antes de se chocar contra o solo.
“Todas essas imagens, todas essas informações, serão compiladas posteriormente para o inquérito policial”, disse Volpini.
Embora imagens divulgadas nas redes sociais tenham levantado a hipótese sobre uma possível manobra acrobática antes do choque, o delegado reforça que qualquer diagnóstico depende da análise pericial detalhada.
“Ainda é cedo e nós não temos a técnica suficiente para fazer essa afirmação. Quem vai fazer essa investigação mais a fundo são os técnicos do Seripa”, afirmou o delegado.
Nos próximos dias, a delegacia começará a tomar depoimentos de pessoas que presenciaram a decolagem e de equipes que fizeram os primeiros atendimentos.
“Agora nós vamos ouvir tanto esses policiais e bombeiros como também as pessoas que estavam presentes no momento, inclusive essas que fizeram as filmagens”, explicou o delegado.
De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave fabricada em 2011 estava com a documentação em dia e era abrigada em um hangar local.
Os ocupantes haviam chegado à cidade por volta das 13h de sexta-feira para um evento e pretendiam retornar no fim da tarde.
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Instantes após o choque no solo, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar chegaram ao local. Os bombeiros retiraram os ocupantes das ferragens e aplicaram espuma na pista para estancar o vazamento de combustível, evitando o risco de incêndio ou explosão. Nenhuma pessoa em solo ficou ferida.
As vítimas foram levadas ao Hospital Beneficente Santo Antônio, em Orlândia, onde as mortes foram confirmadas pela equipe médica. Os corpos foram liberados para traslado e exames necroscópicos no Instituto Médico Legal (IML) de Franca (SP).


